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Como diminuir os juros

Vender a divida pode ser a melhor opção.


“É possível fazer a portabilidade em dois setores: financiamentos imobiliários e em crédito pessoal.”

Trocar de banco para conseguir redução nas parcelas de empréstimos é uma das opções do Sistema Financeiro Nacional ao consumidor brasileiro. No entanto, as instituições financieias não demonstram tanto interesse em divulgar essa operação, tendo em vista que é bem difícil encontrar informações em seus sites ou anúncios sobre o assunto. Uma coisa é clara, o banco não tem interesse em perder contas. E anunciando essa modalidade ele corre risco.


A portabilidade de crédito, quando um banco compra a dívida de crédito de um cliente de outra instituição, beneficia o consumidor. O mecanismo funciona assim: o cliente do banco X deve procurar o banco Y e pedir para que essa instituição compre a sua dívida do banco X. Com isso, o contratante do empréstimo ou financiamento pode negociar taxas menores de juros, o que resultaria em redução das parcelas. É possível fazer a portabilidade em dois setores: financiamentos imobiliários e em crédito pessoal.


Entre as oportunidades dessa negociação esta a troca de dívidas de empréstimos pessoais, por crédito consignado em outro banco. O consignado, normalmente, possui as menores taxas nas instituições por ser descontado na folha de pagamento do contratante. Na ponta do lápis, se o cliente tem mais dez prestações de R$1.000,00 tendo em vista que R$800,00 é a dívida, é possível reduzir os R$200,00 de juros e taxas. Neste caso, se a parcela caísse para R$900,00 a economia seria de R$1.000,00. O processo de transferência é eletrônico e o cliente nem precisa avisar o banco em que mantém a dívida pois a outra instituição relata, eletronicamente, que esta comprando o débito.


Apesar da oportunidade de diminuir os juros, existem algumas barreiras que dificultam a redução das parcelas da dívida por meio da portabilidade. Se o cliente está apertado, em estado de inadimplência, o banco vai olhar como um risco, e o resultado será de taxas não tão atraentes em relação ao que o cliente tem no seu próprio. Quando um banco compra a dívida do outro ela é considerada, pelo SFN, nova transação financeira, e o financiamento é mais longo, demora mais um pouco para aprovação. Mas o consignado, que tem garantia, normalmente é pré-aprovado. Os consumidores devem ter muita atenção quando da portabilidade em casos de consignado, pois futuramente uma ação de revisão de contrato será dificultada devido à pouca probabilidade da suspensão do desconto em folha.

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