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Financiamento e Juros Elevados

A escravidão imposta pelas instituições financeiras ao cidadão brasileiro.

"O consumidor deve ficar atento às taxas de juros e demais encargos cobrados..."

Os contratos de financiamento são utilizados para facilitar a aquisição de bens e serviços. Nestes contratos o consumidor tem financiada uma determinada quantia em dinheiro que deverá ser paga à instituição financeira em parcelas com acréscimo de juros. Em caso de atraso, o valor da parcela será maior, pois serão cobrados multas e outros encargos. Os contratos mais comuns de financiamentos são de automóveis, motocicletas, caminhões, máquinas agrícolas, entre outros.


O consumidor, entretanto, deve estar atento às taxas de juros e demais encargos cobrados nos seus financiamentos para verificar a prática de juros e encargos ilegais e abusivos. O maior problema enfrentado nestes tipos de contratos é causado pelos juros e outros encargos abusivos cobrados no valor das prestações, os quais muitas vezes tornam as dívidas impagáveis.


Também é comum a seguinte prática: a instituição financeira, através de seu representante, menciona que é cobrado juro de 0,99% ao mês nos financiamentos de automóveis em contratos de 36 até 60 meses, e na emoção de adquirir um novo veículo o consumidor acredita e assina o contrato em branco. Assim, quando do vencimento da parcela e o recebimento do carnê, percebe que comprou um bem e está pagando dois devido aos juros abusivos, pois são cobrados juros de 85% até 110%, o que facilita o endividamento, eis que sempre são cobrados juros capitalizados e outros encargos.

"Há muitos casos de pessoas que perdem seus bens, inclusive a própria residência, no pagamento de dívidas."

O que também é comum de ocorrer são as chamadas renegociações "forçadas" de contratos de financiamento, uma situação extremamente abusiva. Este fato surge quando a instituição financeira concede o empréstimo e vendo que terá dificuldades em cobrar o consumidor devedor propõe uma renegociação da dívida. Nesta renegociação há um alongamento do prazo de pagamento e incidem novas taxas de juros, acrescidas de outros encargos, tudo como se o consumidor estivesse fazendo um novo empréstimo. O consumidor, já endividado e com medo de ver seu nome inscrito nos órgãos de proteção ao crédito, não vê outra saída a não ser aceitar as condições impostas pela instituição financeira neste "novo" contrato. Mais uma vez temos a formação de uma "bola de neve", pois a dívida não para de aumentar transformando as pessoas endividadas em verdadeiras escravas das instituições financeiras, comprometendo seus salários e prejudicando o sustento da família.


Há muitos casos de pessoas que perdem seus bens, inclusive a própria residência, no pagamento de dívidas. Os débitos, quando não são pagos nas datas, com as multas e juros por atraso e outros encargos que são colocados toso mês acabam por se tornar impagáveis. Nestes casos há cobrança de juros sobre juros, o que é proibido por lei, conforme diversas decisões da Justiça brasileira.

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